segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A culpa não é só nossa.

De quatro em quatro anos a nossa esperança por um país melhor, com igualdade e melhor educação vai as urnas... Quando muitos brasileiros colocaram os números do candidato que está escolhendo para governar o nosso país, não pensam realmente no tamanho que dois números podem significar nos próximos quatro anos, ai que entra a injustiça colocada aos analfabetos. Eles tem direito de votar, mas não são obrigados, ótimo afinal, muitos deles não tem conhecimento o bastante para decidir o futuro que um país deve levar. Mas muitos deles, são mais inteligente que muita gente que sabe ler e escrever até em dois idiomas, a inteligencia não está somente ligada nas notas que tiramos na escola ou a média que fizemos em uma prova de vestibular, vai muito além disso.
Para muitas pessoas, analfabetos são pessoas totalmente burras, que não sabem nem porque existem quando a realidade pode ser outra, eles só foram injustiçados por um bando de pessoas que não souberam votar e deixaram o país chegar onde chegou, e do jeito que está eles não tiveram condições de frequentar uma escola para aprender pelo menos escrever seu nome direito, diferente de muita gente eles tiveram que trabalhar para ajudar aos pais em casa, que não tinham dinheiro para colocar comida na mesa.
Mas a maioria das pessoas não pensa assim, eles preferem ser ignorantes ao ponto de excluir uma pessoas que tem muito mais conhecimento de vida do que muitos de nós, saber ler e escrever pode ser essencial, mas não é tudo na vida.Vamos olhar um pouco para o lado e perceber que analfabetos só não sabem riscar algumas letras no papel e depois -las, mas eles sabem muito bem como viver a vida...

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Por um mundo como antes

Quando eu era mais nova, lembro que as minhas diversões eram tão diferentes das da garotada de hoje em dia, era tudo mais simples, menos perigoso e muito mais culto. Minhas férias de verão, eram divididas em trabalho da casa, uma roda de chimarrão com os amigos e leitura, muita leitura. Hoje, quando converso com minha neta, ouço ela reclamando dos livros que tem que ler para o colégio, e percebo que ela lê só porque vai ter algum trabalho avaliativo e logo depois do mesmo, já esqueceu do que leu. Quando eu tinha treze ou quatorze anos, me lembro que eu e meus amigos comentávamos sobre os livros que liamos, eramos unidos pelo mundo encantador que a literatura nos mostra, não por Internet ou besteiras de hoje em dia. Eu sei que as coisas mudam, e que é impossível controlar tamanho avanço da sociedade, mas alguns hábitos poderiam ser mantidos, como a leitura. Queria poder conversar com meus filhos e netos sobre grandes clássicos, poesias e muito mais... Só que os nossos assuntos hoje são, comentar sobre a violência, a falta de dinheiro, e muitas vezes eu tenho que escutar meus filhos reclamando da vida, dos problemas no trabalho, do estres do dia-a-dia e eu os aconselho a ler um pouco, a leitura faz a gente esquecer dos problemas do cotidiano, faz a gente viajar e ser feliz, pelo menos dentro das páginas de um livro, e em resposta a tal conselho, ouço risadas ou algo do tipo " não tenho tempo para ler mãe!"
É uma pena que o mundo tenha se transformado tanto, quanta informação nós temos hoje em dia, quanta tecnologia que o simples ficou esquecido, o conhecimento está tão fútil que chegamos ao ponto de nos surpreendermos quando encontramos algum jovem que saiba se expressar tão bem quanto os livros são capazes, hoje em dia, isso é realmente encantador.
Em meio aos meus 69 anos, se me pedissem um conselho, eu diria para lermos mais, o mundo seria tão mais tranquilo, tão menos difícil se podessemos nos encontrar em contos, histórias de amor ou poesias... Os problemas pelo menos por uma hora ou um pouco mais seriam esquecidos, as pessoas seriam mais cultas e mais felizes, sabe, eu daria tudo para voltar alguns bons anos atrás e poder reviver um pouco da minha juventude. Como sei que isso não é possível, a minha solução para tamanha "frustração" é escrevendo e lendo cada dia mais, ler me faz bem, me trás paz. Prove você também, eu garanto que vai te fazer muito bem, afinal, a literatura muda a vida de uma pessoa.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Os monstros, surgiram da onde?

Quando eu tinha 10 anos de idade, passei por uma experiência não muito agradável mas interessante. Minha família sempre me criou como um adulto, - porque eu vivia todos os dias da minha vida, somente com adultos...Minha família sempre foi muito rica e por este motivo meu pai tinha medo de me "mostrar ao mundo", por preocupação com a minha segurança. Com isso, eu tinha professores particulares que me davam aulas em casa, não tinha irmãos e brincava somente com Félix, o segurança- e foi assim que eu cresci e vivi toda a minha vida, até sair de casa. Quando completei 10 anos de idade, comecei a perceber que a vida ao lado dos meus pais já não era o bastante para mim, e apesar das brincadeiras com Félix serem bem divertidas, eu sentia falta de alguém da mesma idade que eu para poder conversar e dividir os mesmos medos... Medos esses, que apareciam todas as noites na minha cama, até o dia em que eu conheci Suri.
Suri aparecia todas as noites em meu quarto, depois que meus pais me colocavam para dormir, debaixo das cobertas ela, e os outros bixos estranhos - que antes me assustavam- vinham conversar comigo, Suri era exatamente como eu, tinha os mesmos sonhos e precisava de uma amiga para conversar, dias foram passando e eu e Suri ficávamos cada vez mais amigas, cada vez mais proximas. Até o dia em que eu resolvi que não iria mais sair da cama, porque era ali que eu era feliz, que eu me encontrava, era ali... com Suri!
Meus pais fizeram de tudo para que eu saísse da cama, mas de nada adiantava, não havia motivos para sair de onde eu era feliz. Passaram-se 3 meses, e meus pais resolveram me colocar em um colégio - o mais importante e melhor da cidade - foi só assim, que eu consegui deixar Suri somente para as noites e sair da cama.
Eu sei que é estranho, e que Suri não é verdadeiramente um monstro, mas ela sempre foi fruto da minha imaginação, eu precisava de alguém para compartilhar, de alguém da minha idade, e foi nela - Suri - que eu encontrei tudo isso. Monstros nem sempre são maus, eles só surgem nos momentos em que mais precisamos deles, e hoje em dia, quando eu me sinto sozinha, mesmo com 38 anos e com dois filhos, eu ainda chamo Suri para conversar, ela me entende da mesma forma que me entendia antes, é a melhor conselheira para os meus problemas de vida da mulher moderna.



Tema: " Onde realmente vivem os monstros?"

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Dia pós dia

Mais uma manhã típica de inverno, assim como ocorre todos os anos lá na escola, as manhãs são geladas e sofridas para todos nós, alunos. Dentro da sala de aula é mais aconchegante, um pouco menos frio mas não tão agradável quanto o campo da escola, é nele, que os meninos jogam futebol e dizem se divertir mais do que qualquer outro momento vivido na escola, onde as meninas procuram uma brecha de sol para se esquentar em meio a tanto frio e conversar. Geralmente esses momentos ocorrem na educação física, ou quando vamos fazer algum trabalho fora da sala de aula, eu sei que, minhas manhãs poderiam ser muito mais frias se não tivesse ao meu lado as pessoas que eu passo cinco dias da semana( as vezes seis, quando tem aula no sábado ) durante as manhãs. O calor humano realmente é muito, mas muito necessário em dias como esses, da foto. Um abraço, uma troca de olhar ou de sorrisos é o bastante para esquecer o que deixamos em casa, para vir estudar... a nossa cama quentinha, o aconchego da nossa casa, são eles que me motivam a levantar todos os dias, com vontade de ir a escola mesmo que seja para estudar. Foram nove anos assim, manhãs começam frias demais, mas com o passar das horas e das pessoas encontradas vão se tornando mais agradáveis, menos frias e mais desejáveis a cada fim das mesmas. Tenho pela frente mais dois anos inteiros e o fim desse, quando o inverno se for nada do que sinto por eles(meus amigos) irá embora, apenas o cenário mudará, talvez no campo apareçam pessoas menos agasalhadas, mais soltas e o sol brilhará sem a neblina que um pouco dele cobre.
Achei a forma certa de agradecer a todos que me fazem companhia pelas manhãs, desde os professores, os colegas que eu não troco muitas palavras até os meus melhores amigos, e dizer que o colégio apesar de ser para estudar, é aonde eu me completo, é o meu locar preferido. Vocês fazem com que esse "milagre" aconteça, obrigada e obrigada.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Siegfried, o Fred.

Cara, eu não sei porque eu resolvi escrever da minha vida, mas ando muito estranho ultimamente. Talvez seja um sinal de que, daqui a alguns dias eu irei morrer, e não posso deixar de contar de alguma forma sobre minha vida a meus netos, eles certamente vão se espelhar em mim.
Me chamo Siegfried Rodrigues da Silva , e pessoalmente odeio meu nome - minha mãe devia estar inspirada no dia em que escolheu meu nome, já que, meu pai nem sabe que eu existo, vai ver foi em um fim de domingo assistindo ao fantástico que ela escolheu meu belo, nome- por isso a galera costuma de chamar de Fred. Nasci no dia dois de Fevereiro de mil novecentos e noventa e três, consequentemente tenho dezessete anos, sou loiro, alto, forte e lindo. Ta eu sei que, não se faz uma biografia assim... mas eu realmente sou lindo, e não controlo o meu lado galanteador.
Nasci na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e como bom gaúcho sou colorado, ou seja, torcedor do Sport Club Internacional.
Vou pular um pouco essa parte da apresentação que nada me agrada, e falar do que eu realmente sou, assim fica mais fácil de me entender.
Nunca fui um exemplo a ser seguido, também nunca fui do tipo marginal, mas confesso que fora de casa e longe da minha mãe, eu não me comporto muito bem, faço o que me da vontade e realmente não penso no que as pessoas vão achar dos meus atos ou da roupa que eu estou vestindo, como cresci sem meu pai, sempre dei o meu melhor para a Dona Clara-minha mãe-, minhas notas na maioria das vezes são boas, porque tudo que eu faço, faço direito. Não entendeu bem? Tudo bem, eu explico... Sabe eu não gosto de estudar, e por isso não estudo. Sei enganar Dona Clara como ninguém, fico as tardes no colégio com o intuito de fazer as aulas de reforço escolar, mas o desejo de fazer coisas erradas sempre é mais forte. Claro que, a Dona Clara não sabe disso, e para ela eu estou sempre estudando, outra coisa que eu sei fazer bem é colar nas provas, nossa ninguém cola melhor do que eu no Instituto Santa Luzia, consequencia disso? Sou um dos melhores alunos da classe, junto com a CDF de quem eu colo tudo hahaha.
Um pouco acima, eu falei de fazer coisas errada, não pense você que eu me drogo, bebo ou injeto alguma coisa. Isso certamente vai contra os meus princípios. Fazer coisas erradas, nada mais é do que matar aulinhas e ir pegar as menininhas que vivem atrás do Fred aqui. Sabe por isso eu sou o melhor filho do mundo para Dona Clara, foi ela quem me fez tão lindo e irresistível aos olhos de muitas meninas.
Não sou do tipo que "se acha", sou do tipo realista.
Não sei bem se fiz isso aqui certo, mas, eu tentei... Espero que se eu morrer daqui a alguns dias - não pense que eu estou deprimido ou virando emo, mas ler o meu primeiro livro da vida para a prova de amanhã de literatura, afetou fortemente meus neurônios, e por isso estou com este pensamento de que a morte está por perto, estou não sou eu- meus netos possam ler essa auto biografia e reconhecer o grande cara que seu avô foi até o ano de dois mil e dez.
Mas, como eu vou ter netos se eu ainda nem tenho filhos? Meu celular ta tocando, acho que vou ali fazer um hahahahhahahaha
Obrigado por perderem alguns segundos das suas vidas, para me lerem.

Siegfried Rodrigues